O processo de alfabetização começa muito antes de as crianças ingressarem no Ensino Fundamental. Desde bebês, elas brincam com as palavras, prestam atenção às histórias lidas pelos adultos e interpretam o mundo ao seu redor. Todas essas experiências já fazem parte desse processo.

Por isso, é essencial que educadores da Educação Infantil, inclusive aqueles que trabalham com bebês e crianças bem pequenas, compreendam os processos de aquisição da linguagem e garantam que seus alunos tenham acesso a situações reais de comunicação oral e escrita, inserindo-os em uma comunidade de leitores e escritores. Afinal, esse acesso é um direito da criança!

No livro “Leitura e escrita: 31 perguntas e respostas”, de Ana María Kaufman e Adriana Gallo, algumas questões foram elaboradas por professores da Educação Infantil. A alfabetização nessa etapa pode gerar discussões diversas, muitas vezes repletas de contradições e pontos de vista distintos. Como lembram as autoras logo na primeira pergunta, a Educação Infantil não é uma preparação para o Ensino Fundamental. Mas, então, qual é o papel dessa etapa no processo de alfabetização?

Já na primeira resposta, as autoras apresentam um princípio fundamental: as crianças precisam vivenciar práticas sociais de leitura e escrita, participando de situações semelhantes às que ocorrem na sociedade e que façam sentido no cotidiano escolar. Isso pode acontecer de diversas formas, como:

• Compartilhar interpretações de uma história

• Recomendar um livro para um colega

• Elaborar listas

• Conversar sobre um tema

Outro ponto essencial destacado no livro é que o professor pode organizar quatro situações didáticas que favorecem o aprendizado da leitura e da escrita:

• As crianças lendo por meio do professor

• As crianças escrevendo por meio do professor

• As crianças lendo por si mesmas

• As crianças escrevendo por si mesmas

As duas primeiras, em especial, podem (e devem!) acontecer no dia a dia da Educação Infantil, desde as salas de bebês e crianças bem pequenas.

Se você deseja se aprofundar nesse assunto, busque a pergunta número 2 e descubra:

O que as crianças realmente aprendem em uma situação de leitura por meio do professor?

• Esse é um momento passivo para as crianças?

• Vai além do prazer da fruição?

• Precisamos sempre conversar sobre o enredo?

Essas e outras questões são respondidas pelas autoras a partir da página 25.

Além disso, o livro traz reflexões importantes sobre a construção de um ambiente alfabetizador na Educação Infantil. Biblioteca de sala, agendas, calendários e o uso dos nomes das crianças são algumas estratégias que enriquecem esse ambiente. A pergunta número 15 aprofunda esse tema com sugestões valiosas.

Um dos momentos mais interessantes para as crianças pequenas é a escrita do nome próprio, pois está diretamente ligada à construção da identidade. O nome não é uma palavra qualquer – ele nos compõe. Aprender a escrever o próprio nome e poder colocá-lo no mundo é extremamente motivador para os pequenos.

Mas, além da questão afetiva, o que mais as crianças aprendem sobre a linguagem escrita ao escrever seus nomes? Na pergunta número 17, as autoras exploram essa temática e explicam que, além do traçado das letras, as crianças também aprendem sobre:

• A direcionalidade da escrita

• A importância da ordem das letras

Esses conhecimentos são fundamentais para que elas avancem na construção de novas hipóteses sobre a escrita. Para saber mais, vá até a página 103!

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